O tempo passa devagar como se estivesse pegando carona em uma tartaruga... E quando eu chego ao fim da temporada vejo que os dias passam devagar mas, que o tempo corre com o vento, enlouquecendo e entediando, como recompensa aos pobres mortais traz consigo a sabedoria em mãos.
Imortal e egocêntrico, falhando na justiça se fez extremamente impiedoso.Nos encontramos algemados ao relógio... A natureza interrompe o ciclo da vida onde viver é um ato prazeroso e obriga-nos a tendência de simplesmente sobreviver e a lastima em algum tempo se torna inevitável.
Mas o destino concede a cada um a chave do livre arbitrio e se libertar das malditas algemas se torna possível... A vida então convida-nos a ver além das frações de segundos uma estrada a seguir.
Acho que não consigo dedicar-lhes a atenção necessária só pode ser isso... Tenho passado os dias tão fora daqui, me movo e me desloco conforme solicitam, tudo está tão sem graça, ao menos as cores ainda teimam em sorrir para minha humilde lente (:
"Aceitar que não é real... Terminar o que não tem final..."
quinta-feira, outubro 22
Dá licença?!? Prefiro me perder em meio as minhas fotos...
Dias de calmaria... Onde a mesmice já não reina, onde os movimentos do corpo se deliciam ao encontro do som que emerge dos rios de boas musicas, onde a alma encontra a paz... Isso mesmo ali, bem ali próximo do céu e ao mesmo tempo rente ao inferno; no meio termo da sanidade.
Depois de muita luta és que a menina mulher por fim chega à lua.Ainda diante dos primeiros passos ela encontra um velho baú colorido o que chamava a atenção da pequena menina era algumas marcas que faziam o objeto lhe causar em primeiridade uma estranheza saudável.
As marcas relembravam suas antigas preferências. Como a composição da pintura, por exemplo, laranja, preto, roxo, branco... As cores que um dia foi as prediletas da moça coloria agora aquele velho baú . A pintura contém ainda desenhos de bolas de futebol, mas o que realmente chamou a atenção da pequena foi justamente a forma como os guardados eram “trancados”.A fechadura era envolvida por um pó que brilhava, (semelhante ao pó da criação de Monteiro Lobato - seria pó de pirimpimpim?) e como centro da tranca havia uma lua casada com uma estrela... astros favoritos da pequena moça.
A pequena que sempre foi efusiva agora sorrir sente-se alegre e em paz, mas o corpo estar cansado, e algumas coisas teimam em querer atormentá-la. A vida e o tempo a fizeram amadurecer e ela se nega a abrir o baú:
“velho baú c-o-l-o-r-i-d-o, onde meus astros surgem, como tranca, enlaçando meus guardados... desculpe, mas prefiro sentar e balançar meus pés...”